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Volta às aulas sem crise

Como manter o distanciamento social entre os pequenos? A qualidade do ensino será prejudicada? E se meu filho transmitir a doença? Especialistas respondem aos maiores medos dos pais com a volta às aulas

Mesmo com o número de casos de Covid-19 tendo apresentado um crescimento recorde nos últimos tempos, o cenário é outro quando avaliamos a situação das crianças. Conforme estudos publicados recentemente, as crianças representam menos de 1% da mortalidade e respondem de 2 a 3% das internações. É natural, portanto, que com o período letivo se iniciando, surjam algumas dúvidas e questionamentos por parte dos pais e também das escolas. Afinal, como fazer esse retorno às atividades escolares? Será esse o momento certo para as aulas presenciais? Qual o impacto do confinamento na saúde dessas crianças? Para ajudar a responder estas e outras perguntas, convidamos uma super equipe de profissionais especializadas no assunto, formada pela urologista pediátrica Anne Camelo, a pediatra Rossiclei Pinheiro e a psicóloga Soraya Marques.

Alterações físicas
"Um levantamento realizado na província chinesa de Xianxim com 320 crianças e adolescentes revela os efeitos mais imediatos da pandemia: problemas de sono, falta de apetite ou ganho excessivo de peso, alterações urológicas com queixas urinárias, dentre outros", afirma a uro-pediatra Anne Camelo.

Segundo ela, a Sociedade Brasileira de Pediatria alerta para alguns pontos relevantes, como: "as escolas não são ambientes de propagação mais significativos do que outros espaços ocupacionais ou de lazer com densidades semelhantes; o retorno à modalidade de aulas presenciais deverá considerar o esquemas de rodízios com escalas alternadas entre grupos; a necessidade de controle com protocolos de testagens nos casos-índice e nos contactantes".

Ou seja, o planejamento estratégico visando o retorno das atividades escolares deve atender a aspectos específicos de cada estabelecimento, levando em conta dimensões do prédio e das salas, ventilação dos ambientes, áreas ao ar livre, quantidade e faixa etária dos estudantes, bem como a quantidade dos profissionais que atuam na escola, disponibilidade de máscaras e produtos de higienização dos ambientes e das mãos, testagens diagnósticas, dentre outros.