PEQUENAS MASSAS RENAIS

A melhora da qualidade dos exames de imagem e a disseminação dos mesmos, teve impacto importante no diagnóstico do câncer renal, o que tem levado a uma mudança na abordagem dessa doença.

Atualmente, a maior parte dos diagnósticos são feitos em pacientes assintomáticos, de modo que a tríade clássica do câncer renal, caracterizada por massa abdominal palpável, hematúria e dor lombar, ocorre em menos de 10% dos casos.

O diagnóstico de pequenos tumores renais (menores ou iguais a 4 cm) em pacientes assintomáticos tem aumentado progressivamente nas últimas décadas, representando cerca de 50% a 66% dos Carcinomas de Células Renais diagnosticados. Essa detecção mais precoce trouxe consequências importantes para o tratamento e seguimento do câncer renal, sendo que a nefrectomia parcial passou a ser o tratamento de escolha para grande parte das lesões renais, principalmente com o auxílio da plataforma robótica. Outras formas de tratamento minimamente invasivos, como as terapias ablativas também ganharam maior espaço neste cenário, além da melhor definição do papel da biópsia percutânea de pequenos nódulos para definir a melhor conduta terapêutica. Pequenos tumores renais em posições desafiadoras, que no passado era necessário realizar nefrectomia radical (retirada total do rim com a lesão), passaram a ser abordados de forma minimamente invasiva com a cirurgia robótica, com um menor tempo de isquemia, menor taxa de sangramento, menor tempo de hospitalização, ocasionando uma melhor preservação do parênquima e, consequentemente, da função renal.