Cirurgia da próstata pode deixar homem estéril ou impotente, diz urologista no AM

Por Uromed | 10/03/26

O câncer de próstata é o tipo de câncer mais comum entre os homens, excluindo os tumores de pele não melanoma. Quando diagnosticado precocemente, as chances de cura são elevadas e, em muitos casos, é possível realizar tratamentos com menor impacto na qualidade de vida do paciente. No entanto, quando a doença é identificada em estágios mais avançados, o tratamento pode se tornar mais complexo e estar associado a um maior risco de efeitos colaterais.


Entre as principais preocupações dos pacientes estão a fertilidade e a função sexual após o tratamento. Em alguns casos, especialmente quando há necessidade de tratamentos mais agressivos devido à extensão da doença, a cirurgia para retirada da próstata (prostatectomia radical) pode causar infertilidade permanente, uma vez que o procedimento interrompe a passagem dos espermatozoides para o sêmen. Além disso, pode haver comprometimento da função erétil, principalmente quando o tumor está localizado próximo aos nervos responsáveis pela ereção ou quando a preservação dessas estruturas não é possível por questões oncológicas.


É importante destacar que os avanços tecnológicos das últimas décadas, especialmente com a cirurgia robótica, permitiram uma preservação muito maior das estruturas responsáveis pela continência urinária e pela função sexual. Dessa forma, muitos pacientes conseguem manter uma boa qualidade de vida após o tratamento, principalmente quando o diagnóstico é realizado precocemente e a doença ainda está localizada na próstata.


A prevenção e o diagnóstico precoce continuam sendo as principais ferramentas para reduzir a mortalidade causada pelo câncer de próstata. O acompanhamento regular com o urologista, associado à realização do exame de PSA e ao exame físico quando indicado, permite identificar alterações em fases iniciais, quando as chances de cura são significativamente maiores.


Embora exista uma série de fatores que influenciam o prognóstico individual de cada paciente, sabe-se que os casos diagnosticados em estágios avançados apresentam maior risco de disseminação da doença e menores taxas de sobrevida. Por isso, homens a partir dos 50 anos — ou a partir dos 45 anos para aqueles com fatores de risco, como histórico familiar da doença ou ascendência negra — devem conversar regularmente com seu médico sobre a necessidade de rastreamento.


O diagnóstico precoce não apenas aumenta as chances de cura, mas também amplia as possibilidades de tratamentos menos invasivos, com menor risco de sequelas e maior preservação da qualidade de vida.



FONTE: Cirurgia da próstata pode deixar homem estéril ou impotente, diz urologista no AM

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