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Urologia na Gravidez

Pacientes grávidas são um desafio para os Urologistas. A gravidez pode induzir, exacerbar ou complicar condições urológicas.

SINTOMAS DO TRATO URINÁRIO INFERIOR

Os principais sintomas são aumento da frequência urinária (40-81%) e noctúria (23-79%), a mulher passa a produzir mais urina à noite. Isso ocorre devido à absorção do edema, ao aumento da ingestão de líquidos, à maior filtração do rim e à diminuição da capacidade da bexiga (pelo aumento uterino). Deve-se ficar atento, pois infecção urinária também pode causar esses sintomas. A incontinência urinária é outro sintoma que acomete um número variável de mulheres grávidas (22-80%) e pode estar associada à urgência ou ao esforço (mais comum). Está relacionada à idade, obesidade, multiparidade e trabalho de parto prolongado prévio. Mudanças de hábitos de vida e exercícios para o assoalho pélvico têm efeito preventivo, por isso toda mulher com incontinência urinária na gravidez deve procurar o urologista para ser avaliada e orientada.

INFECÇÃO URINÁRIA

A mulher grávida tem mais chance de ter infecção urinária, que deve sempre ser tratada, mesmo que a paciente não apresente sintomas. Esse maior cuidado na gravidez é necessário, pois a infecção urinária pode gerar consequências graves, como pielonefrite (mais comum no 3º trimestre), ruptura prematura de membranas, parto prematuro e morbidade neonatal (necessidade de UTI, sepse, baixo peso). A gestante que apresentou infecção urinária deve ser acompanhada até o final da gestação, pois pode apresentar novos episódios.

UROLITÍASE

Os cálculos urinários são a maior causa não-obstétrica de internação na gravidez. As gestantes apresentam uma série de alterações metabólicas que predispõe a formação de cálculos, que podem gerar sintomas como dor, hematúria, náuseas e vômitos, além de sintomas miccionais. Cerca de 80 a 90% dos casos ocorrem no 2º e 3º trimestres e podem vir acompanhados de complicações como obstrução, dor incontrolável, pré-eclâmpsia, ruptura prematura de membranas e parto prematuro. Com os avanços da endourologia e dos procedimentos minimamente invasivos para tratamento dos cálculos, hoje já é possível resolver grande parte dos casos em gestantes sem risco para o bebê.